12 jul 2017

Adrianna Moreira é MPB no Inverno Cultural

 

Com inspiração em artistas como Djavan, Michael Jackson, Tim Maia, Elis Regina, Aretha Franklin, Ninca Simone e Sandra de Sá, a mineira Adrianna Moreira se apresenta no Inverno Cultural da UFSJ no dia 23 de julho. Adrianna é backing vocal da banda Jota Quest, uma das mais conceituadas do pop do Brasil, e lançou seu primeiro CD em 2015, nomeado Antes de abrir os olhos.

A cantora começou sua carreira aos 18 anos com a banda Zyzza, mas antes disso já cantava em festivais de escola e já tinha sido premiada algumas vezes em projetos culturais. Fez parte das bandas Supersom C&A, Lombinho com Cachaça, Brasil Exportação, Banda Êxito, Maurício Lobato e Dib Six.

Conversamos com Adrianna para entender melhor o que vem por aí no show de São João del-Rei

Inverno Cultural: como surgiu o seu interesse pela música?
Adrianna Moreira: Meu interesse pela música surgiu ainda bem pequena. Sempre me interessava em participar de eventos na escola e era chamada toda vez pra cantar e dançar, porque eu já tinha uma certa desenvoltura com a arte. Além disso, meu pai tocava violão e o meu primeiro contato com a música foi com ele.

O que esperar do repertório e da apresentação no Inverno Cultural?
O repertório é um misto de releituras da Música Popular Brasileira e de composições autorais do meu primeiro CD. O público pode esperar muita música boa e um show de qualidade. Músicos de altíssimo nível e que já trabalharam com artistas de renome nacional me acompanham nesse projeto.

Você está trabalhando em algum projeto novo?
Ainda estou trabalhando na divulgação do CD “Antes de abrir os olhos”. O projeto novo para o ano que vem é a gravação de um DVD com participação de artistas nacionais que ainda não posso contar [risos]. Mas vem coisa muito boa por aí.

Qual a importância de trazer MPB para um festival que tem o intuito de fomentar a cultura como o Inverno Cultural?
Olha, o mercado fonográfico no Brasil mudou muito nos últimos tempos. A música popular brasileira perdeu muito espaço na grande mídia e a música “preta” brasileira também. E esses raros momentos que temos em festivais que trazem um público formador de opinião é muito importante pra dizer: “olha, ainda temos muitos artistas assim, que correm na contramão do mercado”. É o momento de mostrar para as pessoas novos sons e novas histórias.

Como é fazer parte de uma das bandas mais consagradas do Brasil, Jota Quest?
Antes de mais nada é um sonho, porque é uma banda que tem as mesmas influências que eu, e me identifico com o som da galera. Além disso, aprendo bastante estando ali e vendo tudo de perto. Agora a carreira deu um up porque as pessoas também passam a te respeitar por compor uma banda de renome nacional.

Quais as pretensões para o futuro?
Muito trabalho, muita estrada, novos sons e novas experiências. E, claro, música na vida e na alma, sempre!

Texto: Ana Luiza Fonseca

Foto: Ricardo Ricco

Compartilhe:
0 Comment

Leave a Comment

Your email address will not be published.