03 ago 2015

Cordel, gastronomia e urbanismo: cardápio literário das oficinas do Inverno Cultural

O 28º Inverno Cultural UFSJ trouxe um leque de possibilidades para os amantes da Literatura que queriam mergulhar em novas abordagens e diferentes tipos de intervenções literárias, até aprender a escrever um livro. Confira algumas delas:

O escritor em ação – o personagem e a cena

Livros encantadores pedem personagens inesquecíveis. Ministrada pela atriz, escritora, consultora e palestrante Camilla Prietto, a oficina foi o segundo módulo de O escritor em ação – técnicas essenciais para quem planeja escrever um livro, ministrada no Inverno Cultural de 2014. Camilla colocou foco no tijolinho essencial para a criação de um romance, conduzindo o participante pelos elementos constituintes de uma cena simples e de uma cena composta, além de treinar o planejamento e o desenvolvimento de ideias para uma cena. Trabalhando com técnicas básicas de narrativa e criação dirigida, a oficina teve o intuito de disseminar, de forma objetiva e simples, técnicas literárias utilizadas pelo mercado editorial.

O sabor da palavras: Literatura e Gastronomia

Minas Gerais é um estado tradicionalmente conhecido pela diversidade de seus escritores e pela delícia de seus sabores típicos. Conduzida pelo escritor mineiro Éder Rodrigues da Silva, o curso propôs unir Literatura com Gastronomia, promovendo um espaço prazeroso para o exercício da escrita. Partindo das principais receitas do Estado e daquelas trazidas pelos participantes, a oficina sugeriu um mergulho nos sabores da palavra e suas distintas formas de circunscrição.

Poesia e intervenções urbanas

Em um primeiro momento, foram trabalhados os aspectos concretos das palavras em aulas expositivas, auxiliadas por recursos audiovisuais. Posteriormente, a parte prática consistiu na confecção de material que será exposto pelas ruas da cidade. A oficina foi ministrada pelo professor universitário, pesquisador e poeta Francesco Napoli, e pela artista visual Camila Buzelin.

Cordelícia – a arte do cordel brasileiro

Mais que literatura ou poesia ou cultura popular, o cordel pode ser considerada a primeira manifestação de arte multimídia deste país. É uma arte complexa, quase tão grande quanto a popularidade que dela é parte. De tão grande, não se atém a detalhes da gramática normativa ou do que é retratado nos entalhes da xilogravura de suas capas, eliminando possíveis engodos. Tendo como oficineiro o dramaturgo, ator e roteirista Dante Tacchi, a oficina levou os participantes pelos caminhos da arte do cordel.

Texto: ASCOM.

Foto: Eric Stefani.

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