26 maio 2017

Entrevista com Aline Braga: extensão é partilha

 

A são-joanense Aline Braga é coordenadora do Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei e da área Especiais no Inverno Cultural. Para ela, a extensão é partilha e a universidade um lugar de resistência. Participante ativa do festival desde a sua adolescência, ela conta que o mês de julho era não só um período de programação cultural intensa, mas também uma oportunidade de conhecer pessoas novas: “O Inverno sempre foi uma época esperada do ano por ser um momento de interação para quem é da cidade”.

A atuação como coordenadora do evento teve início durante a 26ª edição, em 2013. Desde então, Aline busca promover um Inverno que seja para todos. Na entrevista, ela afirma que a experiência é prazerosa, porém árdua. Para este ano, a produtora cultural comenta que sua área traz propostas atuais, que dialogam com a realidade.

Conte um pouco sobre sua relação com o Inverno Cultural.

Comecei a trabalhar na coordenação geral durante o 26° Inverno Cultural. Foi o momento de conhecer os bastidores e toda a estrutura para fazer o festival acontecer da forma como todos enxergam. O Inverno é produzido da mesma forma que uma escola de samba: gasta-se o ano todo. Agora, na 29ª edição, assumi a coordenação de Especiais – uma área muito legal, pois sempre aparecem propostas bem diferenciadas.

Como você acredita que o Inverno contribua para o cenário cultural da cidade?

São João del-Rei sempre foi agitada culturalmente e é importante em várias áreas. O Inverno Cultural e a proporção que alcançou só vêm comprovar isso. Eu diria que ele é um período de encontro e celebração de diversas artes. Acredito que a parte mais importante são as oficinas! Muita gente se descobriu fazendo uma oficina do festival. 

O que você achou do tema “Universidade, Arte e Resistência: a cultura como bem comum”?

Esse tema é a realidade que estamos vivendo. A cultura em termos de financiamento é sempre deixada de lado quando acontece qualquer problema, mas como expressão ela sempre está aí.

Quais são suas expectativas para o Inverno Cultural UFSJ 2017?

Fazer o festival este ano é, definitivamente, uma demonstração de resistência. Lidamos com uma realidade bem diferente: a crise na captação cultural. Apesar disso, vamos fazer acontecer! Estou bem empolgada e sei que será lindo! Espero que o público goste.

Texto: Alícia Antonioli.

Fotos: Alícia Antonioli, Divulgação 27º Inverno Cultural UFSJ.

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1 Comment
  1. Leandro Dias 28/05/2017 at 22:26 - Reply

    Quem sabe consigo armar para conhecer a cidade neste inverno.

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