10 mar 2017

Entrevista com Marlon de Paula: artista em construção

 

Artista visual, ator, fotógrafo, jornalista. Aos 23 anos, Marlon de Paula realiza trabalhos e transita por diferentes áreas artísticas. Formado em Comunicação Social pela UFSJ e em Teatro pelo Curso de Preparação Para Atores do Teatro da Pedra, o mineiro natural de Timóteo (MG) participou do Inverno Cultural em 2014 e 2015, com as instalações fotográficas “Pés no Chão” e “Liquidificador”.

Sua primeira exposição aconteceu quando o artista tinha apenas 20 anos. “Foi um misto de expectativa e responsabilidade. Quando somos muito novos, nos colocamos nesse lugar de que tudo tem que dar certo. Há um nervosismo em relação à ideia das pessoas gostarem ou não do seu trabalho”, comenta. Segundo de Paula, a vontade de apresentar seu trabalho fez com que ele conhecesse lugares em São João del-Rei que não são visitados: “Na época, eu estava aqui há uns 2 anos e ainda não conhecia esses bairros periféricos. Foi uma experiência muito legal do ponto de vista das descobertas territoriais e artísticas.”

A oportunidade de apresentar seu trabalho no festival abriu novos caminhos para que seu trabalho fosse reconhecido e apreciado.

 

Como as participações no Inverno Cultural UFSJ contribuíram para sua formação?

A oportunidade de apresentar nossa potência criadora a um público fortalece o nosso desenvolvimento enquanto estudantes. Ocorre uma “evolução” que te provoca e te inspira a se direcionar para aquilo que te interessa ou não. O festival te dá um colorido e você escolhe as cores que quer.

 

Qual a repercussão na sua carreira das instalações no evento?

O Inverno Cultural te projeta, amplia o alcance do seu trabalho. Depois de ter participado do evento, a minha visão ficou mais clara em relação ao meu trabalho. Fazer as exposições me possibilitou criar arte e mostrar o que eu faço. Isso foi muito importante na questão de amadurecimento artístico. Afinal, por que é importante produzir arte?

Tem uma frase que diz que a arte não é necessária, mas é importante. As pessoas vivem e conseguem se alimentar sem arte mas a vida fica sem cor, sem poesia.

 

Qual recado você daria para os interessados em participar do festival?

Reconhecer o Inverno Cultural enquanto espaço para apresentar o seu trabalho traz a possibilidade de colocar sua ideia e sua história no festival. O evento é uma ponte entre o mundo das ideias e mundo sensível, aquele em que as pessoas te percebem e te reconhecem.

 

Texto: Alícia Antonioli.

Fotos: Alícia Antonioli, Ruzza Lage e Victor Hugo.

 

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