31 mar 2017

Entrevista com Telma Resende: extensão e cultura

 

Sorridente e sempre animada, a são-joanense Telma Resende marca presença na história do Inverno Cultural UFSJ. Participante desde a primeira edição, Telma já fez oficinas, foi coordenadora geral e, atualmente, é coordenadora adjunta. “Foi interessante acompanhar o crescimento do festival e seus diferentes momentos”, conta.

Para a coordenadora, a Universidade Federal de São João del-Rei é um canal para a pluralidade: “A instituição tem procurado, cada vez mais, atender linhas diversas de cultura, saindo do padrão comum”. Ela afirma que, apesar de cada coordenação e reitoria ter objetivos distintos, todos focam na formação cultural e no atendimento à comunidade. “Isso é um dos pontos mais importantes do Inverno Cultural enquanto um projeto de extensão”, atenta.

Na entrevista a seguir, Telma Resende conta um pouco da sua experiência com o Inverno Cultural e sua visão sobre a edição deste ano.

Enquanto são-joanense, como você vê o legado do Inverno Cultural UFSJ para a cidade?

O evento já é uma referência regional de cultura. Ele influencia diversos âmbitos, desde a economia e o comércio local até a formação cultural. Há pessoas, por exemplo, que foram alunas de oficinas, se profissionalizaram e, hoje em dia, prestam serviços para o festival. O Inverno dá essa possibilidade, esse impulso para a formação. Outro ponto importante é o acesso que a cidade tem a eventos e produtos culturais plurais, através do Inverno Cultural e da UFSJ.

O que você achou do formato do festival para 2017?

Achei muito interessante! E diria que ele está mais extensionista porque abrimos um edital específico para atender alguns setores da comunidade – o PIBEX [Programa Institucional de Bolsas] Cultura. Optamos pelas regiões de São João del-Rei que possuem os CRAS [Centros de Referência da Assistência Social] e faremos um trabalho nessas comunidades ao longo do ano. Então, é um projeto com duração maior que o festival, mas que continuará focando na formação e na valorização da cultura local e regional.

Quais são as suas expectativas?

Minha expectativa para a edição deste ano é ver uma maior participação dos demais projetos de extensão e da comunidade são-joanense no Inverno Cultural. Além disso, estou apostando nesse trabalho novo relacionado ao PIBEX Cultura e aos projetos voluntários de extensão. Espero pela descentralização dos espaços onde acontecerão as atrações. Temos que voltar a ocupar os bairros de São João del-Rei, como fizemos em períodos anteriores.

 

Conte um pouco sobre como é feita a produção do festival.

O Inverno Cultural é um evento que reúne vários setores da UFSJ. É legal ver esse trabalho coletivo dentro da Universidade porque a PROEX [Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários] não faz o festival sozinha. A FAUF, os setores administrativos e a Prefeitura de Campus são grandes parceiros. Mas também há várias pessoas que não aparecem. Desde os faxineiros, os motoristas, os eletricistas até quem redige os editais; todos têm sua importância na realização do projeto.

Ao longo desses 28 anos, houve várias mudanças. Um exemplo é o fato de, atualmente, nós podermos contar com empresas locais e estudantes do curso de Comunicação Social para fazer a assessoria de comunicação do festival. Algo que antes não tínhamos acesso. O Inverno tem um viés formativo que traz benefícios não só para ele próprio como para o mercado regional de trabalho.

É bom lembrar, também, que é um projeto que dura o ano inteiro. Ao mesmo tempo que ele é realizado em julho, já está sendo feita uma pré-produção para o ano seguinte. É um trabalho contínuo que envolve esforço e dedicação de todos os envolvidos.

Texto: Alícia Antonioli.

Fotos: Maria Catarina Carvalho, Paulo Filho e Ruzza Lage.

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