03 ago 2015

Um mundo de culturas na pequena Santa Cruz de Minas

Do erudito ao sincretismo do congado, de jovens a idosos, a abertura do Inverno na cidade foi marcada pela união entre culturas

Fitas, tambor, cantoria e devoção. O Congado de Nossa Senhora do Rosário enfeitou a praça de Santa Cruz com a fé enraizada na cultura há mais de 400 anos. Ali falavam as origens: Chico-Rei, o Rei do Congo, santos e santas exaltados com muito amor, mostrando que a cultura resiste, fala alto e evolui. O congado se uniu ao Inverno Cultural. Com senhores e senhoras que carregavam tambores, bandeiras e pandeiros e marimbas e também crianças, que representavam a continuidade da crença, a longevidade da manifestação cultural.

Um momento singular que a pequena Santa Cruz de Minas viveu. Percebemos que o menor município do país é enorme em riqueza cultural. Os jovens da Corporação Musical São Sebastião, regidos pelo maestro Reinaldo de Carvalho, acrescentaram à festa a transcendência da música erudita.

Música clássica e congado, da juventude à terceira idade, todas as formas passaram por todos os públicos, numa harmonia de manifestações que reforça as benesses da união cultural. Na abertura oficial do Inverno Cultural, representantes da cidade e da Universidade ressaltaram a pertinência dessa parceria. O pró-reitor de Extensão, Paulo Caetano, salientou a importância de unir a cidade ao evento de forma efetiva: “É uma iniciativa que vai perdurar.” Betânia Nascimento Resende, diretora de Cultura da Prefeitura de Santa Cruz de Minas, enfatizou o valor de ter o evento na cidade, com uma programação variada, para todos os públicos.

As atividades culturais tiveram início logo após a cerimônia de abertura do festival, com a exibição do documentário Elena, seguido do espetáculo de dança Tchibum. A programação se estendeu até sábado, dia 25, com mostras audiovisuais, teatro e oficinas.

Texto: Rafaella Vieira.

Foto: Eric Stefani.

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